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Recrutar APENAS o Talento Certo

Numa fase em que o mercado se destaca pelo elevado número de profissionais qualificados para as mais diversas funções, é cada vez mais pertinente garantir que recrutamos ou ajudamos a recrutar os profissionais certos para o lugar certo.

Não se trata apenas de um processo de match entre as competências técnicas e os requisitos da função, mas sim de um processo mais complexo e profundo que implica uma série de variáveis que devem ser consideradas com o devido tempo e atenção. Hoje, todos os intervenientes no processo, Recrutador e Candidato, devem ter um papel proativo durante o processo de Recrutamento, sendo ambos responsáveis pelo sucesso do mesmo.

De um bom processo de recrutamento depende o sucesso da função. A Jason Associates tem procurado cada vez mais fazer face à exigência do mercado, conseguindo cumprir e muitas vezes superar as expetativas do Recrutador e do Talento.

Nos últimos anos, temos assistido a uma verdadeira revolução nesta área, em grande parte fruto da evolução tecnológica. Hoje, estão disponíveis fontes que nos permitem identificar e chegar mais rapidamente à comunidade de talento, tais como o Linkedin. Contudo, é necessário um cuidado acrescido na forma como é feita a abordagem. Os talentos de hoje são um mercado exigente, e por isso torna-se imperativo personalizar e flexibilizar a nossa abordagem. A Jason Associates procura ter uma metodologia de recrutamento focada nas pessoas e naquilo que são as duas motivações e ambições.

Mas, é na fase de contacto presencial que o Recrutamento ganha maior relevo. O Recrutador tem hoje o papel acrescido de aferir competências comportamentais além das competências técnicas. A transparência entre os intervenientes torna-se fundamental para conduzir o processo de Recrutamento de forma adequada. O Recrutador deverá atender igualmente aos requisitos da função e ao perfil pessoal e motivação dos profissionais que entrevista. A relação entre Entrevistador e Entrevistado deve ser recíproca e baseada na honestidade e confiança.

Comparativamente a outros países, Portugal acaba por ser um mercado pequeno e finito, no qual os profissionais se cruzam e se conhecem. A referenciação, acaba assim, por ser uma forte fonte de identificação de talentos no mercado, que ajudam a diferenciar os bons dos melhores.

O Papel dos Profissionais que integram um Processo de Recrutamento
O primeiro contacto que um talento tem com o Recrutador, pode ser através do corpo de um email, de um CV, ou até mesmo de um perfil de Linkedin. Torna-se por isso importante, que o profissional mostre brio na informação que apresenta. Podemos não estar numa fase de procura ativa de novos desafios ou permeáveis a uma mudança por nos sentirmos confortáveis na nossa função e empresa atual mas, com a utilização cada vez mais massiva das redes sociais, não sabemos se amanhã não somos identificados por um Recrutador que nos poderá apresentar o projeto da nossa vida.

O Processo de Seleção dos MELHORES
Podemos pensar no Recrutador como um Investigador – que dedica tempo em conhecer a cultura organizacional para a qual está a recrutar e em conhecer os profissionais de forma holística. Um profissional pode cumprir todos os requisitos técnicos da função, mas, contudo, poderá não possuir o perfil pessoal e comportamental mais adequado para assumir determinadas responsabilidades, ou até para trabalhar em determinados tipos de cultura organizacional. O Recrutador apenas conseguirá identificar estas lacunas/caraterísticas, se conhecer a cultura organizacional para a qual está a recrutar, compreendendo o que vai funcionar bem e menos bem. O momento de entrevista é fundamental para o talento perceber qual a cultura da empresa para a qual está a ser entrevistado e para o Recrutador perceber as motivações e ambições do candidato (é importante fazer um Recrutamento a médio/longo prazo – que represente valor acrescentado para a organização e que seja um passo que faça sentido para o candidato).

O Papel da entidade Recrutadora
Numa era em que tudo gira em torno da informação e em que a comunidade de talento é tão exigente, é cada vez mais relevante que a Empresa Recrutadora se disponibilize a partilhar o máximo de informação possível – a cultura organizacional vigente, a estrutura da empresa e, em especial, da equipa que o profissional poderá vir a integrar, o perfil das pessoas da equipa e do líder a quem irá reportar. Este tipo de informação é valioso para os profissionais, sobretudo quando se encontram numa fase de elevada motivação com o projeto profissional atual. Adicionalmente, estamos perante um mercado ambicioso, que hoje se preocupa com as perspetivas de progressão na carreira. É por isso importante que exista uma ideia sobre a evolução que poderá vir acontecer se decidir mudar, e que o mesmo seja comunicado de forma transparente desde o início do processo de Recrutamento.

Concluindo, TODOS os intervenientes devem ter um papel ativo no processo de Recrutamento. O processo deverá ser flexível, devendo haver abertura para compreender que nem sempre as competências técnicas são, por si só, suficientes para suprir a necessidade da organização – poderá ser necessário abdicar de um ou mais requisitos em detrimento do potencial, considerando que outras variáveis estão alinhadas com o objetivo e estratégia para a função.

É igualmente importante que se faça uma boa gestão de expetativas dos envolvidos, pois disso depende o sucesso de um bom processo de Recrutamento.

Este artigo está também disponível no site da Human Resources Portugal.

Ana Silva | ana.silva@humanfit.pt

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